- Vencendo os bloqueios. -

Um dia desses encontrei um livro infantil aqui em casa que contava uma fábula que me chamou atenção. A fábula tem uma moral interessante e me fez pensar. Apesar de ser uma fábula infantil, ela serve para pessoas de todas as faixas etárias. Enfim me identifiquei muito com ela e apesar de eu nunca (ou quase nunca) postar textos que não sejam de minha autoria resolvi, compartilhá-la.

 

O Polvo e o Caranguejo

 

Certa vez os animais que habitam o oceano resolveram eleger novo síndico por um ano. Dentre todos os animais, demonstraram o desejo de ser síndico do mar só o Polvo e o Caranguejo. Sem saber nada a respeito o “seu” Polvo era um desastre, mas, com seus longos tentáculos, agradava a quem passava... Oito bichos de uma vez conseguia alcançar: acenava,afagava,com filhotes ia brincar.O Caranguejo, coitadinho,era muito competente, mas suas garras afiadas machucavam muita gente.Ao falar com um eleitor, divulgando opiniões, logo ao cumprimentar, sapecava uns beliscões.

Hoje o Polvo é o síndico. Muito fácil foi ganhar. Caranguejo era melhor, mas não soube se expressar.


Moral: Cada um tem seu valor lá no fundo, escondido. Mas se não expressarmos, ele não é percebido.


Texto: Sylvio Luiz Panza


Depois de ler com atenção fiz uma análise mais detalhada da estória e fui além da moral.

Percebi que o Caranguejo falhou com seus eleitores, sempre que tentava se aproximar de alguém sempre os machucava ou causava uma má impressão. Ele não soube lhe dar com a sua fraqueza,assim suas qualidades e competências ficaram escondidas atrás de garras afiadas.
Por outro lado os eleitores foram um tanto injustos no julgamento do Caranguejo, pois o Polvo podia até parecer mais simpático por sempre cumprimentar e abraçar a todos, mas para ele era mais fácil, afinal ele havia nascido com muitos tentáculos macios, mas em contrapartida ele não tinha competência para o cargo. De repente se os eleitores tivessem dado um voto de confiança ou quem sabe uma luva para cobrir suas garras afiadas (risos), ou ao menos tivessem compreendido que o Caranguejo não pediu pra nascer com o bloqueio que eram suas garras e que as garras eram inevitavelmente parte dele, ele poderia ter se mostrado simpático, legal e mais carinhoso.

A partir disso criei outra moral.


Moral: Cada um tem seu valor lá no fundo, escondido, mas que muitas vezes é difícil de expressar, e com um pouco mais de compreensão dos que estão em volta talvez esse valor seja espressado mais facilmente. Compreenda que sim todos nós temos bloqueios, mas que devemos sempre tentar derrubá-los. Mas compreenda também que às vezes não podemos julgar uma pessoa por ela ter bloqueios pois pode ser algo que a imcomode,ou que talvez seja um bloquei grande demais para se quebrar com facilidade,pode ser que leve um tempo.Vai além da vontade.Certos bloqueios nós temos não porque queremos ter,mas porque simplesmente nascemos ou o adiquirimos com o tempo.Não é uma escolha e sim uma condição.


Bom é isso UHSUAHUHS’ eu gosto sempre de ver o outro lado das coisas.


Beijos Gigantescos :*

 



15h29 |




- Se liga!Você nem é tão interessante assim. -

 

E se eu parasse de me preocupar 
com a roupa que irei vestir amanhã,
com o sapato que não comprei,
com a bolsa que eu não tenho,
com as festas que eu não vou?

E se de repente eu não ligasse
que rissem do meu cabelo bagunçado,
do meu chinelo trocado
da minha maquiagem extravagante?

E se eu ajudasse mais as pessoas,
tivesse menos vergonha das coisas,
colocasse a boca no mundo
e de repente falasse tudo o que penso?

Porque tantos insistem em rir
e prestar mais atenção do que se deve
na vida das pessoas,
das pessoas que levam a sério todas essas coisas?

Essas coisas que eu disse ai em cima
que talvez eu devesse fazer,
que você devesse viver
ou ao menos refletir.

Às vezes a gente caçoa
de pessoas e coisas
que às vezes são tão mais...
Interessantes que a gente!

 

Beijos,gigantes :*

 



21h21 |




- No fim o mais fácil é deixar rolar. -

Cansei de depressão, chateação e solidão.
Cansei de só chorar, de esperar, viver em vão.
Cansei de me iludir, em nada evoluir 
e de viver apenas em função do seu sorriso.

Resolvi deixar de lado tanta decepção,
não quero mais sofrer,tentar me entender
e muito menos dar trela para as idiotices do meu fraco coração.

Melhor deixar rolar, parar de procurar
Esperar o que a por vir...
Deixa a vida desenrolar.


 

:*



23h25 |




- Medo de perder,o que ainda nem consegui conquistar. -

 

No fundo sei que faço tudo errado sempre.
Afasto as pessoas que mais gosto.
Afasto os sonhos que mais desejo.
Afasto as possibilidades mais esperadas.
Afasto os sorrisos mais sinceros.
Afasto o amor.
Afasto meus melhores sentimentos.
Afasto minha coragem.
Deixo que pensem que não me importo.
Tento fingir que sou indiferente.
Tento tentar não ligar.
Tento esconder quem eu sou.
Tento abafar quem eu gostaria de ser.
E acabo sendo tudo, menos eu mesma.
Erro. Simplesmente por que tenho obsessão por insistir no erro.
Insisto. Simplesmente porque no fundo tenho medo de tentar acertar.

 

:**

 



00h26 |




- Que prevaleçam as bandeiras brancas. -

Vejo a tristeza caindo pelos céus.
Lágrimas infinitas
de um pai que chora triste.

Sociedade corrompida.
Dignidade reprimida.
Violência escancarada.

Vejo tudo evoluir.
Evoluir sem precisar.
O coração se reprimir,
e a humanidade se machucar.

Luta de cachorros grandes
e poderosos covardes.
Luta de inocentes
contra artilharias maçantes.

Tantos gritando por paz
onde muitos com hipocrisia.
Outros com verdade
e a alma doída.

Escondam a munição,
escutem aquela canção
que fala de amor e paz.

Encontrem a solução
naquilo que é corriqueiro.
Na educação daquele moleque
e na reabilitação daquele sujeito.

Parem de fazer barulho
e incomodar quem dorme agora.
Parem de fazer do nosso futuro
um caminho que não tem volta.

Lixo que sai fogo de dentro.
Lixo que machuca sem dó.
Lixo que atira nas almas
e transforma nosso corpo em pó.

Tecnologias infinitas.
Velocidade exagerada.
Informação banalizada.

Vejo o mundo crescer.
Só a cabeça de um tal ser...
Um tal ser humano
é incapaz de crescer.

Tem parecido comum
Gente burra, violenta,
preconceituosa, ignorante e gananciosa.
Tem parecido comum,
gente feia que de humanas não têm nada.

 

:**


Ps: Hoje é o dia Nacional do Doador de sangue.
Que tal ajudar,ou procurar informações e começar a pensar em doar?
Pense que poderá influir positivamente na vida de alguém.
Procure o Hemocentro mais próximo e faça a sua parte.
Para voce que é do Leste de minas poderá obter maiores informações sobre como doar e o que é necessário,ligando para o
Número:(031)3848-9561.


 



18h31 |




- Me abraça ? -

 

Me abraça forte, e me ajude a esquecer desse mundo ?
Me abraça forte, e me ajude a fugir mesmo que em pensamento ?
Me abraça forte enquanto diz que se importa comigo ?
Me abraça forte enquanto nos dois fechamos os olhos ?
Me abraça forte enquanto sorrimos ?
Me abraça forte enquanto a gente fica em silencio ?
Me abraça forte, e me faz feliz mesmo que por alguns instantes ?
Me abraça forte e me diz que de vez em quando ainda pensa em mim ?
Me abraça forte pelo menos mais uma vez ?
Me abraça forte do mesmo jeito que me abraçou aquele dia ? 

 


:**



22h55 |




Desencontro.

 

 

O desconforto, a ânsia, o medo.
O desespero,a espera, o desejo.
O meu amor, o seu amor e o desencontro.


:*

 



23h57 |




- Doces lembranças -

Eu estava aqui lembrando
de um sonho que me fez rir,
de um sonho que me fez chorar,
lembranças boas e ruins que eu gosto de lembrar.
Lembrança é diferente de saudade,
saudade não é o mesmo que lembrança,
mas ambas nos trazem esperanças.
De viver o que foi bom,
de rever o que passou...
E de sentir de novo o sabor
daquela doce lembrança !

 

:*



01h46 |




- Eu queria de volta,meus pezinhos com asas. -

 


                      

                     Foto retirada do site 2Photo
                                  Indicada por Carol
            Texto escrito para o projeto - Palavras Mil

 

Só hoje eu entendo porque eu queria tanto crescer.
E só hoje entendo também porque eu não devia ter crescido.
Tudo parece tão difícil agora que tenho mais de um metro
e agora que meus vestidinhos cor de rosa não me servem mais.

Ser gente grande é chato e entediante também.
Decisões importantes pra tomar,
responsabilidades a cumprir,
pessoas sempre dispostas a nos decepcionar,
nosso coração sempre propicio a se machucar.

Cobranças demais.
Elogios de menos.

Quando se tem os pezinhos pequenos,
parece mais fácil flutuar,
parece mais fácil acertar sempre
e arrancar com facilidade um sorriso de uma pessoa rabugenta.

Nunca queria que meus pés tivessem crescido.
Eu era incapaz de perceber,
mas era divertido flutuar.
Flutuar em um mundo de sonhos,
onde tudo parece engraçado,
onde qualquer palavrinha fofa ou uma carinha de cachorrinho sem dono conserta tudo.

Nunca queria que meus pés tivessem crescido.
Eles parecem tão pesados agora,
não consigo mais correr,
não sei mais o que é brincar,
dançar parece ser impossível ao redor de tantos críticos.

Nunca queria que meus pés tivessem crescido.
Eles não obedecem mais meu coração,
se recusam a sair do chão,
se apegam demais a objetividades,
a movimentos friamente calculados,
a relacionamentos tecnicamente planejados.

Queria meus pequenos pezinhos de volta.
E que os comparassem com chaveirinhos,
Aqueles dedos tão perfeitinhos,
que se encaixavam em pequenos sapatinhos.

Queria meus pequenos pezinhos de volta.
Para que as pessoas voltem a se importar comigo.
Ter vários abraços como abrigo.
Fazer em segundos vários amigos.

Queria meus pequenos pezinhos de volta.
Para eu nunca mais pedir pra eles crescerem.
Para eu ouvir novamente belas histórias.
Para eu nunca mais tentar ser, adulta antes da hora.

 

 

Beijinhos e até a próxima :*



21h17 |




- Eu lhe trouxe apenas flores. -

  

  Foto retirada do Flickr

 Texto escrito para o projeto - Palavras Mil

 

Eu pensei em mil coisas que eu poderia te oferecer, mas eu lhe trouxe apenas flores.

Algumas poucas flores, que já não têm tanto perfume, nem sequer as mesmas cores
daquelas que ainda estão fincadas na terra.

Eu pensei em mil coisas que poderiam lhe agradar, mas apenas rabisquei esses versos, muito mal feitos eu diria,
improvisados em um pequeno pedaço de papel rasgado e um tanto desbotado, que arranquei do final do meu caderno.

Eu pensei em mil jeitos que eu poderia me arrumar pra você, mas acabei pegando o primeiro par de tênis ,
a primeira camiseta e aquela surrada calça jeans do fundo do armário.

Pensei, pensei em mil penteados, que poderiam fazer com que você me achasse mais bonita,
mas acabei apenas ajeitando meus cabelos com as mãos.

Pensei mil vezes na maquiagem perfeita, em qual seria o batom mais vibrante, os traços mais marcantes,
e no fim acabei optando a ir de cara limpa.

Pensei. Nunca havia pensado tanto nas mil frases que eu queria lhe dizer, mas quando te vi ali,
logo mais a frente, eu simplesmente perdi a fala.

Antes de chegar até você, pensei mil vezes no porque você me escolhera.

Pensei mil vezes se aquilo não seria um grande e desastroso engano,
no qual certamente eu sairia magoada e você decepcionado.

Mil vezes pensei no quanto eu estava ansiosa, no quanto minhas mãos suavam frias e no quanto minhas pernas tremiam,
e naquelas borboletas na barriga.

Quando finalmente estava em frente a você, tão próxima que mal podia acreditar,
pensei um milhão de vezes no que você gostaria que eu dissesse, de como você gostaria que eu agisse, me portasse.

E antes que eu pudesse lhe dizer qualquer coisa, você olhou bem nos meus olhos, com um sorriso um tanto tímido e desajeitado,
e com um pequeno e modesto ramo de rosas nas mãos me disse: “Eu lhe trouxe apenas flores.
Um murcho buque de flores,
e alguns versos rabiscados, com palavras que eu não saberia dizer olhando em teus olhos.
Eu pensei mil vezes em como eu deveria agir para ser um garoto que te agradasse,
e também pensei um milhão de vezes, em como você viria, e quer saber você está exatamente do jeito que eu esperava.”

Depois disso e de um grande alívio que senti, eu pensei dois milhões de vezes no porque eu havia pensado e me preocupado tanto,
então sem susto eu pude dizer...

Eu também lhe trago apenas flores!



 

   Beijinhos,e até a próxima :*



15h21 |




- Que mané escritora! -

Texto escrito para o projeto Palavras Mil - clique na foto.

Nas mãos um lápis sem ponta.
Diante dos meus olhos uma folha de papel ainda em branco,
que ainda não sei se serei capaz de preencher.

Troco então o arcaico pelo tecnológico
e para o computador eu imploro,
que alguma idéia eu possa ter.

Começo a entrar em desespero,
pois o fim se embaralhou com o meio
e com o principio não se encaixou.

Quebro a cabeça e não sai nada
estou mesmo desesperada
e a ansiedade me dominou.

E por me ver sem opção
acendo um cigarro em busca da solução
dessa falta súbita de imaginação.

A cada estrofe a cada rima
em cada verso,
uma falha tentativa.

Decido então desistir,
dessa vez não consegui o proposto texto fazer.
Foi só então que percebi e enfim posso admitir
de fato nunca soube escrever.

O que existe aqui é uma pobre amadora
se passando por escritora
mas que no fundo é uma boa embromadora
de uma escrita descartável.

Sempre me faltou técnica e domínio,
só tenho um português mal dito
e a vontade de falar.

De falar pelas entrelinhas
frases que de fato são minhas,
mas que com a fala sempre fui incapaz de expressar.

Não consigo escrever por obrigação,
sou incapaz de me expressar
sem de fato sentir a emoção.

A cada frase escrita.
A cada palavra dita.
Milhões de emoções sentidas.

A cada tema proposto
se escrevi foi por gosto.
Pois não lhes daria o desgosto
de presenciar meu fracasso.

Se me obrigo, eu não sinto.
Se eu não sinto, não escrevo.
Se eu não escrevo...
É meus caros, eu sou uma farsa!

 

Obrigada,e até mais ver,beijos,beijinhos :*



20h01 |




- Às vezes: o vazio e a inconstância. -

Às vezes tudo parece
complicado demais
inútil demais
e sem nenhuma razão.

Às vezes gostaria
de fugir daqui
de esquecer um pouco de mim
de me lembrar menos de você

Às vezes pensei em sentir
Ódio,
Amor
e um pouco de esperança.

Às vezes nem lembro de ter vivido
algo que fizesse sentido
ou que me mostrasse o motivo
De às vezes eu me sentir assim.

Às vezes me sinto sozinha
com a vida vazia
em que sempre falta alguma coisa.

Às vezes queria jogar tudo pro alto
enterrar o passado...
E fugir de mim mesma!

 

Obrigada, até a próxima e volte sempre. Beijos.Beijinhos :*

 

 



19h48 |




- A saudade falou mais alto -

 Texto escrito para o Once upon a time .

 

 

 

A vida no campo nunca fora fácil, muito pelo contrario. Era cansativa, chata, desprezível e pra mim nada feliz. Eu queria mais, muito mais. Uma criação de galinhas e porcos no fundo do quintal, cerejeiras em flor e um ar puro pra respirar pra mim não eram nem de longe confortáveis.

Então quando vi meu nome entre a lista de aprovados para entrar na universidade que ficava na cidade grande, não consegui conter minha imensa alegria e satisfação. Só conseguia pensar na grandeza do movimento e na badalação que eu só encontraria em uma cidade de verdade. Em fim eu iria conhecer o verdadeiro glamour, que só existia nos arranha céus, ruas movimentadas, no grande fluxo de pessoas, nos belos hotéis, em majestosos shoppings e em um céu levemente acinzentado. Depois do êxtase eu só consegui pensar na tarefa mais difícil e talvez mais dolorosa que eu enfrentaria, contar a novidade para meus pais. Meu pai tinha outros planos para o meu futuro, estudar na faculdade da cidade mesmo, que era especializada em agronomia para que eu pudesse junto dele tocar os negócios da família.

Por mais que me doesse eu tinha que dizer adeus, pois eram meus sonhos que estavam em jogo, jamais poderia trocá-los pelos sonhos de minha família. Logo não tive mais dúvidas e então parti. Jamais consegui esquecer do rosto coberto de lágrimas que deixei na mamãe e da expressão de decepção que vi nos olhos do papai.

Eu realmente desfrutei de grandezas, me diverti em baladas, percebi que as pessoas podem ser bem diferentes e estranhas, conheci shoppings, andei de mêtro e escada rolante. Vivi tudo o que havia de novo, inusitado ou diferente. Mas eu sentia falta das folhas caindo e dos narcisos da primavera. A cada dia que se passava eu tinha a solidão como companhia e lá às vezes me faltava o ar. Não tive dúvidas de que abandonar a faculdade, e a inebriante selva de pedra era a melhor decisão a ser tomada. Voltar para casa e ver a alegria transparecer na face dos que me amavam realmente tinha mais glamour que qualquer rua movimentada. E finalmente respirar um ar puro, admirar cerejeiras em flor, e ter como cenário um céu estrelado, inexplicavelmente conseguiram me fazer sorrir.

 

 



Valeu até a próxima,beijinhos :*

 

 

 

 

 




 

 

 



17h24 |




- Andando por aí sem rumo -

Texto escrito para o projeto Palavras Mil - clique na foto.

 

Eu só tinha na cabeça a vontade de fugir. A sensação de que eu não tinha mais motivos para continuar, parecia não querer me abandonar. A única coisa que poderia ao menos tentar amenizar o desconforto que eu sentia, era sair por aí sem rumo. Arriscando-me em lombadas, curvas, morros que pareciam não ter fim, sentia o vento soprando em meu rosto levando consigo lágrimas que insistiam em escorrer. Não podia negar a sensação momentânea de liberdade e satisfação que comecei a sentir, era como se tudo meio que por mágica começasse a sair de mim. Senti meus pés saírem do skate e quando abri os olhos eu já estava no chão. Vi em meu braço um leve arranhado, desisti então do meu passeio suicida, fiz meu skate de acento, coloquei as mãos na minha cabeça e a levei de encontro aos meus joelhos. A dor que eu sentia era insustentável e não consegui mesmo conter o choro que saiam de mim como facadas que me feriam de dentro para fora. Vazio, medo, dor eu não sabia qual sentimento me fazia tão mal. Depois de olhar o cenário que havia a minha volta, notei um pequeno espaço onde havia uma cesta de basquete e com pouco notei que vinham se aproximando algumas crianças com largos sorrisos em seus pequenos rostinhos. De repente o choro se conteve e eu sorri. Comecei a pensar nas coisas que já me fizeram feliz e no que agora me fazia tão mal. Lembrei-me da briga que tive com meus pais antes de sair de casa e do amor de minha namorada que desperdicei. Logo me levantei ergui a cabeça e então entendi o porquê de eu me sentir mal. Coloquei meus pés no skate, e agora eu tinha um rumo e sabia qual era a coisa certa a se fazer. Agora eu e meu querido skate tínhamos um assunto pra resolver.

 

 

Obrigada pela visita e até a próxima,beijos.beijinhos :*

 



14h50 |




- Dribles, chapéus e belos chutes -

 

 

 

Eu tenho um sonho,
um sonho de moleque.
Um sonho inocente
de um moleque carente.

Carente não de sonhos
mas sim de realizações.
Carente de glórias
e também de vitórias.

Admirado com desprezo.
Ajudado com apego,
à aquilo que todos acham realmente importante
altamente radiante.

Alguns são simplesmente incapacitados
de acreditar,
de botar fé,
de apostar suas fichas.

Já outros,
em mim confiam,
em mim acreditam.
Vêem em mim, talvez a saída
ou a solução para um futuro melhor.

Sempre que vou dormir
vejo-me correndo,
chutando, balançando a rede.
Comemorando, gritando
e vibrando com outras tantas pessoas,
as quais me assistem com orgulho.

Eu em  meus sonhos sou aquele
que brilha,
que arrasa,
que encanta numa final de campeonato.

Sou a carta que escondem debaixo da manga,
o grande trunfo,
a inesperada arma,
que bota medo nos adversários.

Eu em meus sonhos minha gente
continuo sendo um moleque
mas não um moleque qualquer.
Continuo sim sendo um moleque
mas um moleque com uma bola no pé.

Um moleque que conquistou o respeito
de quem antes o desprezava.
Um moleque que ganhou o direito
de ter dignidade e uma bela casa.

Nos meus sonhos eu sou um moleque
que melhorou de vida fazendo graça.
Que encontrou seu maior dom
no campinho ali na praça.

 

Obrigada,volte sempre e até mais ver ! beijos.beijinhos :*

Texto escrito para o Palavras Mil.



17h43 |




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