- Andando por aí sem rumo -

Texto escrito para o projeto Palavras Mil - clique na foto.

 

Eu só tinha na cabeça a vontade de fugir. A sensação de que eu não tinha mais motivos para continuar, parecia não querer me abandonar. A única coisa que poderia ao menos tentar amenizar o desconforto que eu sentia, era sair por aí sem rumo. Arriscando-me em lombadas, curvas, morros que pareciam não ter fim, sentia o vento soprando em meu rosto levando consigo lágrimas que insistiam em escorrer. Não podia negar a sensação momentânea de liberdade e satisfação que comecei a sentir, era como se tudo meio que por mágica começasse a sair de mim. Senti meus pés saírem do skate e quando abri os olhos eu já estava no chão. Vi em meu braço um leve arranhado, desisti então do meu passeio suicida, fiz meu skate de acento, coloquei as mãos na minha cabeça e a levei de encontro aos meus joelhos. A dor que eu sentia era insustentável e não consegui mesmo conter o choro que saiam de mim como facadas que me feriam de dentro para fora. Vazio, medo, dor eu não sabia qual sentimento me fazia tão mal. Depois de olhar o cenário que havia a minha volta, notei um pequeno espaço onde havia uma cesta de basquete e com pouco notei que vinham se aproximando algumas crianças com largos sorrisos em seus pequenos rostinhos. De repente o choro se conteve e eu sorri. Comecei a pensar nas coisas que já me fizeram feliz e no que agora me fazia tão mal. Lembrei-me da briga que tive com meus pais antes de sair de casa e do amor de minha namorada que desperdicei. Logo me levantei ergui a cabeça e então entendi o porquê de eu me sentir mal. Coloquei meus pés no skate, e agora eu tinha um rumo e sabia qual era a coisa certa a se fazer. Agora eu e meu querido skate tínhamos um assunto pra resolver.

 

 

Obrigada pela visita e até a próxima,beijos.beijinhos :*

 



14h50 |




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